Pois é, galera, para quem curte um bom devaneio gramatical, aqui vai talvez o maior paradoxo que eu já disse na vida: "Essa semana eu estava inconstante; agora estou constante". Até para mim ficou confuso. Pense em alguém que está (condição transitória) constante (condição permanente) agora (neste momento, somente). Tudo bem, foi uma sentença que eu produzi enquanto imaginava euforicamente situações do porvir. Essa euforia toda sempre provoca alterações mentais. Oh, mas de tão sensacional que foi, eu trouxe para o blog, para não deixar que ele desvaneça novamente.
Este tipo de postagem é diferente do que eu costumava fazer, mas ainda é linguagem. Para nós, está valendo.
P.S: O que eu chamo de "galera" aqui no Literamais talvez seja um público realmente muito pequenininho, contável nos dedos, mas tudo bem... o blog é para vocês! :)
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Pânico para nós, obrigada
Confusão mental não é mérito de esquizofrênico, nem de pessoas em tratamento com remédios tarja preta. O terceiro maior alvo desta praga psicológica são os universitários, eu tenho certeza. E não qualquer universitário. São aqueles que estão no primeiro semestre, à procura de inspiração. Cuidado, professores, qualquer frase mais agressiva ou potencialmente humilhante pode ocasionar uma evasão em massa, ou mesmo um suicídio na turma. Nunca se sabe, esse é o século XXI.
Que saudade de quando eu tinha certeza do que eu queria. Ta difícil, mãe? Já falei que de morango eu não gosto, eu quero calda de caramelo! Aí você se viu maior de idade, à beira do alcoolismo, lendo Chomsky. Aaah, Chomsky, esse lindo que fala que você já nasceu condicionado a falar, os seus pais não precisavam ter te ensinado. A grosso modo, isso é uma maravilha da natureza, mas todos os queridos que concordam com ele tendem a dizer que não existe um modo “errado” de falar [WTF???], e sim diferentes dialetos, decorrentes de diferenças sociais e que não devem ser discriminados, ou desmerecidos.
É nessa hora que eu peço desculpas a todos que eu já corrigi na minha vida, desde o primário. Foi mal, hein, gente, por eu ter transformado a vida de vocês em um cativeiro ideológico por impor o meu dialeto polido às suas línguas selvagens e expressivas, como fizeram os colonizadores europeus aos mártires indígenas que encontraram nas Américas.
Para quem tinha a gramática normativa, esse estribo lingüístico, como a maior alegria da vida (L. Snicket em http://dc108.4shared.com/doc/ssCSssVJ/preview.html, quando tiver tempo de procurar pela Tia Josephine), este é o momento de procurar outra carreira, uma que me permita me trancar no quarto com as minhas regras e segui-las à risca até o último instante.
Enquanto eu não encontro, vou escondendo esse artigo vergonhoso da minha professora de lingüística, já que ela nunca disse que o tio Chomsky era o precursor disso, então talvez eu esteja atribuindo esta tragédia libertária ao cara errado.
Sorry! =/
Que saudade de quando eu tinha certeza do que eu queria. Ta difícil, mãe? Já falei que de morango eu não gosto, eu quero calda de caramelo! Aí você se viu maior de idade, à beira do alcoolismo, lendo Chomsky. Aaah, Chomsky, esse lindo que fala que você já nasceu condicionado a falar, os seus pais não precisavam ter te ensinado. A grosso modo, isso é uma maravilha da natureza, mas todos os queridos que concordam com ele tendem a dizer que não existe um modo “errado” de falar [WTF???], e sim diferentes dialetos, decorrentes de diferenças sociais e que não devem ser discriminados, ou desmerecidos.
É nessa hora que eu peço desculpas a todos que eu já corrigi na minha vida, desde o primário. Foi mal, hein, gente, por eu ter transformado a vida de vocês em um cativeiro ideológico por impor o meu dialeto polido às suas línguas selvagens e expressivas, como fizeram os colonizadores europeus aos mártires indígenas que encontraram nas Américas.
Para quem tinha a gramática normativa, esse estribo lingüístico, como a maior alegria da vida (L. Snicket em http://dc108.4shared.com/doc/ssCSssVJ/preview.html, quando tiver tempo de procurar pela Tia Josephine), este é o momento de procurar outra carreira, uma que me permita me trancar no quarto com as minhas regras e segui-las à risca até o último instante.
Enquanto eu não encontro, vou escondendo esse artigo vergonhoso da minha professora de lingüística, já que ela nunca disse que o tio Chomsky era o precursor disso, então talvez eu esteja atribuindo esta tragédia libertária ao cara errado.
Sorry! =/
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