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domingo, 1 de julho de 2012

Queria manter restrito, acabei deixando pop

Vou fazer um post inteligente. Um post que vai mudar a minha e a sua visão de mundo, que vai fazer desabrochar os botões de conhecimento e pensamento filosófico existentes no mais profundo dos seus pensamentos.
Mas não hoje. Hoje eu vou só postar uns trechos de músicas que, aliás, qualquer pessoa poderia postar, e dizer "essa é a minha música". Se você é desses que tem ciúme até das músicas que gosta, desculpe, vá gostar de algo mais underground. Só para a minha tranquilidade, estou me desobrigando de dar explicações sobre qualquer palavra, de qualquer trecho, de qualqur letra que eu citar. Começando.... já.

"Nada melhor que eu deixar você saber
Pois é tão triste esconder
Um sentimento tão bonito"
-- Victor & Leo

"Vai dizer que o tempo não parou
Naquele momento [...]"
-- Jota Quest

"Nevermind, I will find
Someone like you."
-- Adele

"And the tears go stream and down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?"
-- Coldplay

"E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Eu vou deixar a porta aberta [...]"
-- Skank

"You don't know how lovely you are [...]
Oh, take me back to the start"
-- Coldplay

"Achei vendo em você
E explicação nenhuma isso requer"
-- Nando Reis e Ana Cañas

"[...] E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama, simplesmente ama
É impossível explicar"
-- Oswaldo Montenegro

Só é uma pena adotar frases de pessoas que usaram palavras que eu não usaria. Mas... eu prometi não me forçar a explicar. Isso é tudo, pessoal [só que não].

sábado, 30 de junho de 2012

Feels all around

Where have our plans gone to?
What's left of them?
The only thing I ask of you
Is to wait for my wills to redo
So I can stand

What should I say about our done
The bond we used to share?
I can still feel it in my bones
For the missing I am prone to
And it's actually everywhere

It's got its taste, it's all around
Please never say it was waste of time
All I used to see in you
Is still there, then I swear
The times we made together
Will be kept safe and alive

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Importar-se, emergir-se

Estar sem direção não é simplesmente não saber para onde ir. É perceber, entre muitas outras coisas, muitas outras mudanças, que não sabe mais como agir. É notar que algo está diferente, ou que algo se perdeu, quando já é tarde para mudar. E achar-se de mãos atadas, encarando um caminho de duas ou mais vias, se perguntando por qual delas optar.
Escolhas são feitas o tempo todo, nas mais diversas situações e de muitos níveis de importância. Escolher a cor da roupa, o tipo de penteado, as palavras para usar em certa situação. Ou escolher o que fazer com os novos recursos, dúvidas e planos que se tem. O mais difícil, para mim, tem sido me decidir entre ser paciente e ser sensata.
Não é paciência com as crianças, não é sensatez para não atravessar a rua na frente de uma moto.
Se eu for sensata, tomo hoje uma decisão libertadora. Muito menos dúvidas, muito menos preocupação, e fico mais leve. Agora. Minha sensatez me levaria a resolver por me livrar do que me atrapalha AGORA.
Mas talvez seja melhor ser paciente. Aquilo que agora parece errado, pode ser que seja o certo para depois. E se eu não tiver paciência, o depois fica comprometido. Mas também não é certeza, nem por um lado, nem por outro.
E cada dia em que eu não decido parar, é o mesmo que decidir continuar. Cada escolha por sensatez amanhã é uma escolha por paciência hoje. Preciso repetir as palavras, desculpe. Aqui, elas são personagens, não posso chamá-las por outros nomes. Por enquanto, converso com ambas, para ver qual me convence de que é mais segura.
Elas não entram em conflito; apenas coexistem. O conflito é todo meu.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O dia em que eu me desfavoritei

Há um lugar na internet em que nos encontramos. Um lugar onde nos expressamos e mostramos publicamente os nossos gostos, medos, frustrações e interesses. Para a muitas - nossa, muitas - pessoas, incluindo eu mesma [sorry, Blogger], esse lugar tem sido o Facebook.
É no Facebook que eu conto pra qualquer um que queira ler: como anda o meu humor, o que está me influenciando, o que eu estou fazendo... e deveria aparecer também o que eu gosto. Mas ultimamente eu tenho mudado muitas opiniões, e questionado muitas coisas. E adquirido muitos costumes novos. O que me levou a abrir a minha página de "favoritos" no Face.
Meu Deus. Meu Deus.
Encontrei de tudo, mas quase nada tinha a ver comigo. Muita informação, pouca personalidade, pouco reflexo. Preferia uma página vazia. Aí desfavoritei quase tudo, excluí sem dó, até uma parte das coisas que eu sabia que ia incluir de novo. Vaaaaaamos começar quase do zero.
Se eu tenho uma página, ela precisa pelo menos ser leal à minha imagem. E, enquanto eu uso o Literamais para explicar melhor o que está acontecendo, a página de favoritos me expressa melhor estando em branco.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Há um momento em que você sente o seu intelecto se reduzir a nada. Momento este em que você abre o Google, e mais quarenta janelas, abas e pop-ups, tentando acrescentar algo que não deixe sua inteligência morrer. Às vezes dá certo, sim, mas a possibilidade de nos depararmos com circuitos fechados de informação é grande. E tais circuitos existem por preguiça. Algum procriador de informação (oi?) fez uma leitura, duas, dez, de artigos relacionados ao que ele desejava escrever. Encontrou sempre o mesmo termo para definir um mesmo conceito, e "até que entendeu". Mas e a preguiça de filtrar o termo e seu significado no seu próprio artigo, não conta? Vai assim mesmo, eles disseram, está dito. Sem pensar no aspirante a pesquisador que está lendo sobre este tema, refletindo no uso repetitivo das mesmas palavras. Sem medo do futuro estreito e pouco desenvolvido que aguarda qualquer estudo que nunca seja reformulado, interpretado ou explicado de outra forma. Repetição não gera conhecimento. O novo receptor da informação leva mais palavras, mais texto, mais referências, mas acaba não adquirindo mais conhecimento, já que está preso ao círculo vicioso de ideia re-escrita, repassada, relida e re-escrita. A preguiça de escrever trouxe ao leitor a responsabilidade de entender por seus próprios meios os conceitos estudados, já que ninguém fez nenhuma nova colocação. E o desafio, para quem quiser aceitá-lo, é vencer a letargia mental e inaugurar um jeito diferente de explicar o mesmo conceito (ou, se estiver realmente disposto, produzir outro conceito). Talvez mais próximo da realidade atual. Talvez mais próximo da compreensão geral. Vamos tentar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

É hoje que é pra sempre e nunca mais!

Pois é, galera, para quem curte um bom devaneio gramatical, aqui vai talvez o maior paradoxo que eu já disse na vida: "Essa semana eu estava inconstante; agora estou constante". Até para mim ficou confuso. Pense em alguém que está (condição transitória) constante (condição permanente) agora (neste momento, somente). Tudo bem, foi uma sentença que eu produzi enquanto imaginava euforicamente situações do porvir. Essa euforia toda sempre provoca alterações mentais. Oh, mas de tão sensacional que foi, eu trouxe para o blog, para não deixar que ele desvaneça novamente.
Este tipo de postagem é diferente do que eu costumava fazer, mas ainda é linguagem. Para nós, está valendo.
P.S: O que eu chamo de "galera" aqui no Literamais talvez seja um público realmente muito pequenininho, contável nos dedos, mas tudo bem... o blog é para vocês! :)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pânico para nós, obrigada

Confusão mental não é mérito de esquizofrênico, nem de pessoas em tratamento com remédios tarja preta. O terceiro maior alvo desta praga psicológica são os universitários, eu tenho certeza. E não qualquer universitário. São aqueles que estão no primeiro semestre, à procura de inspiração. Cuidado, professores, qualquer frase mais agressiva ou potencialmente humilhante pode ocasionar uma evasão em massa, ou mesmo um suicídio na turma. Nunca se sabe, esse é o século XXI.
Que saudade de quando eu tinha certeza do que eu queria. Ta difícil, mãe? Já falei que de morango eu não gosto, eu quero calda de caramelo! Aí você se viu maior de idade, à beira do alcoolismo, lendo Chomsky. Aaah, Chomsky, esse lindo que fala que você já nasceu condicionado a falar, os seus pais não precisavam ter te ensinado. A grosso modo, isso é uma maravilha da natureza, mas todos os queridos que concordam com ele tendem a dizer que não existe um modo “errado” de falar [WTF???], e sim diferentes dialetos, decorrentes de diferenças sociais e que não devem ser discriminados, ou desmerecidos.
É nessa hora que eu peço desculpas a todos que eu já corrigi na minha vida, desde o primário. Foi mal, hein, gente, por eu ter transformado a vida de vocês em um cativeiro ideológico por impor o meu dialeto polido às suas línguas selvagens e expressivas, como fizeram os colonizadores europeus aos mártires indígenas que encontraram nas Américas.
Para quem tinha a gramática normativa, esse estribo lingüístico, como a maior alegria da vida (L. Snicket em http://dc108.4shared.com/doc/ssCSssVJ/preview.html, quando tiver tempo de procurar pela Tia Josephine), este é o momento de procurar outra carreira, uma que me permita me trancar no quarto com as minhas regras e segui-las à risca até o último instante.
Enquanto eu não encontro, vou escondendo esse artigo vergonhoso da minha professora de lingüística, já que ela nunca disse que o tio Chomsky era o precursor disso, então talvez eu esteja atribuindo esta tragédia libertária ao cara errado.
Sorry! =/

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não enrola, Machado

Quando nos pedem, na escola, para ler um livro de Machado de Assis, nem todos nos alegramaos com isso. Talvez porque sabemos que ele é exageradamente descritivo, aplica insistentemente os floreios linguísticos que deixam o livro três vezes mais longo e usa aquelas palavras - queridas palavras - que nos obrigam a abrir o dicionário a cada cinco parágrafos.

Mas isso, amigos, é o que chamamos, de fato, de estudar literatura. Machado de Assis é um ícone rrespeitado na cultura brasileira justamente devido ao fato de a sua obra ter essas características tão marcantes. Para começo de conversa, todos os pontos citados sobre sua escrita já identificam seu estilo pessoal, como autor. Várias pessoas se perguntam o que se entende por estilo, e o melhor exemplo para explicar é Machado, porque o tem muito marcante.

Além disso, sua forma de escrever, enfeitada, precisa e repleta de figuras de linguagem, são o que identifica sua obra como peça importante da literatura brasileira, já que não se tem notícia de um escritor que tenha se tornado um Imortal da ABL sem ter contribuído em nada com o acervo cultural... A contribuição de Machado de Assis é justamente esta: seu legado de expressões, figuras e pensamentos exaltados, que não o deixam ser classificado como simplesmente romântico ou realista. Quando nos deparamos com autores não classificáveis, logo sabemos que trata-se de um autor completo.

**É claro que eu não li a obra inteira de Machado de Assis, por isso a base para este texto é de apenas alguns livros e algumas aulas de literatura. =)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Os gregos não rimam

Já é um fato mais do que sabido e explorado que a Grécia Antiga é uma das maiores colaboradoras da cultura mundial, tendo sido gregos muitos importantes cientistas, filósofos e artistas de vários tipos. O que há de interessante para esta blog vem a seguir.
O grego, língua-pai do português (considero o latim como língua-mãe) teve praticamente todo o seu acervo poético em obras épicas, ou seja, longos poemas narrando aventuras e façanhas de heróis, como a obra de Homero, por volta do século VII a.C. Depois dele vieram os renomados dramaturgos Sófocles e Ésquilo (séc. V), cujos roteiros também tinham uma sonoridade poética.
A diferença, porém, é que a poesia grega não empregava rimas, e se ritmava com base na alternância de versos longos e curtos. Isto acontecia porque, para mentes tão evoluídas como a dos gregos, as rimas eram um recurso para melhor assimilar e decorar a obra, e eles NÃO PRECISAVAM DISSO! A rima não era usada porque os intelectuais simplesmente não o achavam necesária, e até consideravam vulgar.
A rima foi introduzida mais tarde pelos romanos (de língua latina - lembra-se?), mas isto é assunto para outra postagem, em um outro dia.

Fontes auxiliares: www.brasilescola.com; www.suapesquisa.com; www2.academia.com.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Poesia: Passos

Passos que passeiam
Passos que passam
Passos passageiros
Eu penso em passos

Passo nesse espaço
Pisam no compasso
Passos que se atrasam
Peço pra esses passos
Passe o meu passado
Peço uma passagem

Passa um passarinho:
Posso saber onde passa?
Penso que não posso

Passo pela sala
Sopro sobre o pasto
Passo a passarela
Só sigo maus passos
Eu ouço passos


Ela é minha, espero que tenham gostado!
Até breve!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tá liberado!

Estamos inaugurando um novo e sensacional conceito linguístico, a partir de um curioso livro aprovado pelo MEC, no qual nos desobrigamos do uso correto da língua portuguesa. [leia a notícia: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2011/05/12/livro-adotado-pelo-mec-defende-falar-errado.jhtm]
Até hoje, havia o conceito de norma culta (formal) e popular (informal). Com o advento dessa sensacional inovação, passam a existir o "certo" e o "errado-que-também-está-certo". Isso, leitor, significa que todas as aulas de português que você já teve na vida foram uma completa perda de tempo, visto que é correto demolir todo o conceito de concordância no qual se fundamentou nosso idioma, simplesmente porque algumas pessoas usam essa forma de expressão. Acho que isto merece uma análise resumida: o fato de se complementar um sujeito no plural com um verbo no singular não quer dizer que você está falando errado. Brilhante. Vai que cola na Fuvest, né...
Essa nova abordagem do certo/ errado na língua pode se dever a dois fatores:
a) Supervalorização da língua inglesa: tendo como base a frase "yes, we can!", oficializou-se em certas mentes escritoras de livros didáticos uma uniformidade das flexões de tempos verbais, podendo a frase supracitada ser traduzida como "sim, nós pode!", o que é promissor, para que a língua seja um instrumento mais simples, de caráter democrático, onde ganha a forma de expressão usada com mais frequência;
b)Vitória da defesa social sobre o ensino secular: o cidadão não pode sofrer "discriminação linguística" só porque desconhece os preceitos mais básicos do uso de sua língua materna, ou seja, é mais facilmente aceitável que os professores de língua portuguesa se prestem a papéis desimportantes e antiquados, até desnecessários, nas salas de aula do que permitir que alguém, seja por falta de oportunidade ou de interesse, sofra preconceito por não falar ou escrever do jeito que a "ditadura da escola" impõe.
Pessoalmente, eu afirmo que esta postura diante da educação não é o que levará à igualdade social nem à resolução de problemas na estrutura educacional do país. Errros existem e devem ser corrigidos, e não adotados como verdades.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Romântico??

Já que o Dia dos Namorados está próximo, eu vou explicar uma coisa: a palavra romântico é muito perigosa.
Siga o raciocínio: primeiramente, romantismo não é característica de ser humano; é o nome de um movimento literário. Até aí pode parecer somente um caso de ambiguidade, mas não: o que se chama de romântico no dia a dia tem outro nomezinho. Em grego, existem três palavras para designar amor: Agape, que é o amor divino, total, sublime, imensurável, cuja única fonte é Deus. É o amor do Criador pelas suas criaturas. Filia {phileo), que é o amor existente entre pais e filhos, irmãos, grandes amigos, etc, inclusive usado em palavras como a filosofia [amor pelo saber]. E o nosso foco, Eros: o amor entre homem e mulher.
Isso significa que, o que chamamos de romântico, na verdade, deveria se chamar erótico, ou seja, ligado a Eros. Mas então encontramos outro problema. O que é chamado de erótico lembra sacanagem. As pessoas nem dizem a palavra "erótico" na frente das crianças! Mas o que eu estou dizendo é verdade, tanto que há um livro chamado "O Erotismo" [Francesco Alberoni] cujo assunto são os relacionamentos entre os sexos, e não propriamente as relações sexuais, como todos pensam.
Ora, então qual é o nome dado para o que realmente é sacanagem? Não pode ser outro, senão Pornografia. As pessoas usam as palavras erotismo e pornografia como se fossem sinônimos. Ainda bem que agora nós sabemos que são coisas diferentes...
Portanto, cuidado ao se descrever como uma pessoa romântica. Estude as características do romantismo (algumas já citadas neste blog) e veja se realmente você se enquadra neste perfil, antes de falar barbaridades por aí.
Em breve, comentários sobre Dom Casmurro [Machado de Assis]

sábado, 29 de maio de 2010

Literatura comentada - Senhora

No romance de José de Alencar [essencial, por exemplo, para a Fuvest], Aurélia, na prática, compra de volta o noivo que tinha perdido para uma moça por causa do dote. Feito o casamento, ela controla as atitudes do marido, trata-o como a mercadoria em que ele se tornou e vive com ele uma felicidade inventada, exibindo-o para as pessoas como seu novo artigo de luxo. Isso foge à tradição da época, em que a mulher era submissa e não tinha voz na sociedade. Há dois pontos que merecem observação:
1) Aurélia passa a ser valorizada, não pelo noivo, Fernando Seixas, mas pela sociedade, somente por causa da fortuna herdada, o que significa que a pessoa pode ter as qualidades que quiser se puder pagar para mostrá-las;
2) O dinheiro disputa com o amor a posição de honra na história, já que, com a riqueza, Aurélia passa a dar mais importância ao fato de ter comprado o marido do que ao sentimento que continua tendo por ele.

Por que é uma obra romântica?
A literatura romântica conta com vários itens próprios do movimento, dos quais estão presentes em “Senhora”:
- Idealização: grande exaltação de certas qualidades (ou mesmo defeitos);
- Byronismo: estilo oriundo do inglês Lord Byron, que caracteriza um estilo boêmio, entregue aos prazeres, próprios da burguesia descrita nos romances. Byron é, inclusive, citado em algumas passagens do livro de Alencar;
- Egocentrismo: o personagem apresenta um olhar voltado para si, para seus sentimentos e suas vontades, com características do narcisismo (Narciso, mit. Grega).

[A parte em itálico foi retirada e adaptada de http://prof.saulo.vilabol.uol.com.br]

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fernando Pessoas [sim, no plural]

A poesia portuguesa encontra um de seus maiores mestres em Fernando Pessoa, poeta moderno. Aliás, toda essa modernidade não coube dentro de um só poeta, e ele se desdobrou numa plêiade inteira.
Fernando Pessoa criou poetas paralelos, chamados de heterônimos que, diferentes de pseudônimos, não são máscaras por trás das quais se esconde um artista enrustido. São nomes criados para designar pessoas diferentes, com outras personalidades, outros estilos, outra história de vida, que evidentemente Pessoa trazia dentro de si e precisou expressar. Acho que toda escola de Ensino Médio ensina isso, mas não custa reforçar, especialmente se você, assim como eu, vai prestar vestibular para 2011.
Os heterônimos de Fernando Pessoa sâo Alberto Caeiro [1889 - o mestre de todos os heterônimos: O "ÁRCADE" (retirou-se para o campo)], Álvaro de Campos [1890 - engenheiro - O FUTURISTA. Famoso pelo poema (lindíssimo) "Tabacaria"], Ricardo Reis [1887 - médico - O SENSÍVEL E SIMPLES].
E, claro, temos o Fernando em pessoa [=D], que descrevo como genial tomando por base a teoria de uma grande amiga minha:
"Pessoas de inteligência média discutem fatos; pessoas muito inteligentes discutem idéias; pessoas geniais discutem pessoas imaginárias" [Juliana P. Silva]
Só a genialidade de Fernando Pessoa poderia tornar suas pessoas imaginárias tão importantes para a literatura...

sábado, 22 de maio de 2010

Presença de Platão

A corrente chamada de neoplatonismo afirma o dualismo, não só do ser humano como de cada ser, animado ou não, presente no mundo. A começar por "mundo": há o chamado "mundo das idéias", que é um plano de seres perfeitos, divinos, e que só podem ser imaginados, mas não vistos. E há o nosso mundo, das coisas tangíveis, mas que é um mero espectro daquele outro plano, sendo este um mundo inferior ao dos ideais. Em um estudo mais profundo é também mostrada a ligação do mundo real como somente corpóreo e o ideal como o dos sentimentos, mas isso não nos é interessante para esta postagem.
O que eu vim dizer sobre o neoplatonismo é que, durante a nossa vida escolar (e até acadêmica, em alguns casos) somos convidados a relacionar os mais variados assuntos com esse conceito filosófico. A novidade é: TUDO pode ser relacionado.
Tive a oportunidade de experimentar a ligação com obras românticas, poesias clássicas e modernas, músicas, mangás, programas de TV... sempre há uma relação, até porque o neoplatonismo engloba tudo o que há no mundo. Lembre-se disso: se você não encontrar ligação, invente uma. Pelo menos ninguém dirá que você não é criativo.