sexta-feira, 11 de maio de 2012
Há um momento em que você sente o seu intelecto se reduzir a nada. Momento este em que você abre o Google, e mais quarenta janelas, abas e pop-ups, tentando acrescentar algo que não deixe sua inteligência morrer. Às vezes dá certo, sim, mas a possibilidade de nos depararmos com circuitos fechados de informação é grande. E tais circuitos existem por preguiça.
Algum procriador de informação (oi?) fez uma leitura, duas, dez, de artigos relacionados ao que ele desejava escrever. Encontrou sempre o mesmo termo para definir um mesmo conceito, e "até que entendeu". Mas e a preguiça de filtrar o termo e seu significado no seu próprio artigo, não conta? Vai assim mesmo, eles disseram, está dito. Sem pensar no aspirante a pesquisador que está lendo sobre este tema, refletindo no uso repetitivo das mesmas palavras. Sem medo do futuro estreito e pouco desenvolvido que aguarda qualquer estudo que nunca seja reformulado, interpretado ou explicado de outra forma.
Repetição não gera conhecimento. O novo receptor da informação leva mais palavras, mais texto, mais referências, mas acaba não adquirindo mais conhecimento, já que está preso ao círculo vicioso de ideia re-escrita, repassada, relida e re-escrita.
A preguiça de escrever trouxe ao leitor a responsabilidade de entender por seus próprios meios os conceitos estudados, já que ninguém fez nenhuma nova colocação. E o desafio, para quem quiser aceitá-lo, é vencer a letargia mental e inaugurar um jeito diferente de explicar o mesmo conceito (ou, se estiver realmente disposto, produzir outro conceito). Talvez mais próximo da realidade atual. Talvez mais próximo da compreensão geral. Vamos tentar.
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