A poesia portuguesa encontra um de seus maiores mestres em Fernando Pessoa, poeta moderno. Aliás, toda essa modernidade não coube dentro de um só poeta, e ele se desdobrou numa plêiade inteira.
Fernando Pessoa criou poetas paralelos, chamados de heterônimos que, diferentes de pseudônimos, não são máscaras por trás das quais se esconde um artista enrustido. São nomes criados para designar pessoas diferentes, com outras personalidades, outros estilos, outra história de vida, que evidentemente Pessoa trazia dentro de si e precisou expressar. Acho que toda escola de Ensino Médio ensina isso, mas não custa reforçar, especialmente se você, assim como eu, vai prestar vestibular para 2011.
Os heterônimos de Fernando Pessoa sâo Alberto Caeiro [1889 - o mestre de todos os heterônimos: O "ÁRCADE" (retirou-se para o campo)], Álvaro de Campos [1890 - engenheiro - O FUTURISTA. Famoso pelo poema (lindíssimo) "Tabacaria"], Ricardo Reis [1887 - médico - O SENSÍVEL E SIMPLES].
E, claro, temos o Fernando em pessoa [=D], que descrevo como genial tomando por base a teoria de uma grande amiga minha:
"Pessoas de inteligência média discutem fatos; pessoas muito inteligentes discutem idéias; pessoas geniais discutem pessoas imaginárias" [Juliana P. Silva]
Só a genialidade de Fernando Pessoa poderia tornar suas pessoas imaginárias tão importantes para a literatura...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
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